É a casta tinta mais cultivada no sul de Portugal. Possui um grande poder de adaptação a diferentes condições climáticas, o que lhe dá uma notável versatilidade. A casta Castelão é conhecida na região da Península de Setúbal por Periquita, nome que terá tido origem na propriedade chamada Cova da Periquita, localizada em Azeitão, onde José Maria da Fonseca a plantou por volta de 1830. A fama dos vinhos produzidos com as uvas da Cova da Periquita terá levado a que os seus garfos e o seu novo nome se tenham difundido por toda a região. Ocupa cerca de sessenta por cento do encepamento da Península de Setúbal. Muito bem adaptada à região, é na Península de Setúbal onde ela se manifesta em toda a sua plenitude. É sobretudo nos terrenos arenosos e nas vinhas velhas da região, que a casta dá o melhor de si e de onde saem os vinhos mais estruturados, carnudos e intensos. Os vinhos da casta Castelão apresentam-se à prova estruturados, frutados, insinuando aromas a cereja, groselha, bolota, castanha, ameixa confitada, amoras e framboesa, que se harmonizam bem com o estágio em barricas de carvalho. Regra geral, apresentam excelente capacidade de envelhecimento.